Guias e Estudos

Guia de Empreendedorismo

A decisão de criar uma empresa deverá basear-se na análise sistemática das suas diferentes componentes, de forma a assegurar o cumprimento do conjunto de condições que minimizem o risco evolvido.

 

O objetivo é contribuir e dotar o futuro empresário das competências fundamentais para uma tomada de decisão consciente e fundamentada acerca da viabilidade ou não do seu projeto. Com esse objetivo estruturámos este guia nas diferentes áreas que fazem parte de um projeto de criação de empresa.

 

Assim, antes da tomada da decisão de investir deve ser feita uma análise de rendibilidade do projeto, do ponto de vista estratégico e do ponto de vista económico-financeiro no sentido de avaliar se as receitas líquidas de despesa associadas ao projeto de investimento são possíveis e permitem ou não recuperar o montante investido.

 

Para tal, deverá ser estabelecido qual o montante a investir, isto é, os capitais, próprios e alheios, necessários à execução do projeto e não ultrapassar um determinado nível de endividamento ou de autofinanciamento para acautelar custos financeiros desadequados que possam pôr em causa o equilíbrio financeiro da empresa.

 

Obviamente, esta análise está subordinada ao estudo das envolventes externas e internas, da concretização da abordagem ao mercado e às condicionantes legais de implementação.

 

A construção de um estudo económico e financeiro baseia-se, sempre, num processo de previsão assente num conjunto de pressupostos. A decisão de investir é sempre baseada numa análise previsional de receitas e despesas e caracteriza-se, por isso, pela incerteza inerente a todas as previsões de médio e longo prazo.

 

No primeiro capítulo são abordados os aspetos referentes ao espirito empreendedor que é essencial num criador de empresas de sucesso, entre outros aspetos transversais, tais como: jurídico-legais da empresa a constituir, as diferentes opções de sociedade e os diferentes organismos de apoio à Constituição da Empresa.

 

No segundo capítulo são abordados os temas relacionados com a análise estratégica que tem como objetivo avaliar o posicionamento da nova empresa relativamente às envolventes externas e internas que vão condicionar o seu desenvolvimento e desempenho.

 

O terceiro capítulo é dedicado à análise de marketing associada ao negócio e permitirá a elaboração do Plano de Marketing.

 

No quarto capítulo, são abordados  aspetos referentes à análise financeira que é, por um lado, avaliar a situação financeira de uma empresa e, por outro, possibilitar a tomada de decisões adequadas e atempadas, situação que se verifica num processo de criação de um nova empresa.

 

No quinto capítulo, é apresentada a análise técnica do projeto de investimentos que assenta num conjunto de condições e pressupostos e tem como objetivo avaliar a viabilidade económico-financeira do projeto, isto é, verificar se as receitas geradas compensam as despesas efetuadas e asseguram a remuneração desejada do capital investido.

 

No sexto capítulo, são abordadas as questões relativas à avaliação estratégica e economico-financeira do projeto, com o objetivo de analisar e avaliar a sua viabilidade.

 

No sétimo capítulo apresentamos uma nova ferramenta inovadora e muito simples para elaboração de um plano de negócio. Modelo Canvas

 

No capítulo oitavo, apresentamos o testemunho de algumas startup’s portuguesas.

 

No capítulo nono são descritas as Empresas Criadas no âmbito do Programa Tec Empreende.

indice:

Introdução. 7

1        Avaliar as opções. 10

1.1         Avaliar as características pessoais como criador de empresas. 10

1.1.1      Perfil de um empreendedor. 11

1.2         Auto Avaliação. 13

1.3         Criação do “Retrato inicial  do Negócio”. 17

1.4        O processo de criação da própria empresa. 19

1.4.1         Criar a empresa 8. 19

1.4.2         Motivos de fracasso e fatores de sucesso de um negócio. 22

1.4.3         Encontrar Oportunidades de Negócio. 24

1.5         Constituição Legal da empresa. 27

1.5.1     Formalismos. 28

1.5.2          Capital Social28

1.5.3          Forma Jurídica. 29

1.5.4         Constituição da sociedade por Empresa na Hora. 31

1.5.5          Constituição da sociedade por Empresa On Line. 33

1.5.6         Propriedade Industrial34

1.5.7          Considerações Finais. 35

1.6        Propriedade Intelectual e estratégia da empresa. 38

1.6.1     Melhores práticas de gestão da PI. 39

1.6.2         Pontos sensíveis. 40

1.7         As TI na criação da sua empresa. 45

1.8        TI em Start-ups tecnológicas – Programa BizSpark. 51

2       Análise estratégica. 55

2.1         Resultados desejados da análise estratégica. 56

2.2        O Processo de análise estratégica. 58

2.3        Apresentação da Empresa. 59

2.3.1          Identificação da Empresa. 59

2.3.2         Identificação dos promotores. 60

2.3.3         Missão e objetivos. 60

2.3.4         Produtos e mercados. 63

2.3.5         Recursos e aptidão. 63

2.3.6         Organização. 63

2.3.7         Áreas homogéneas de negócios – AHN’s. 64

2.4        Análise ambiental65

2.4.1         Análise do macro-ambiente – Análise PEST. 65

2.4.2         Análise estrutural do ambiente competitivo. 66

2.4.3         Análise do posicionamento competitivo da empresa. 70

2.5        Caracterização das capacidades estratégicas da Empresa. 75

2.5.1          Auditoria de recursos. 77

2.5.2         Análise da cadeia de valor. 78

2.5.3         Adequação da cadeia de valor ao posicionamento competitivo. 83

2.5.4         Controlo de eficácia de utilização de recursos. 86

2.5.5         Análise financeira. 86

2.6        Síntese da Situação – Análise SWOT. 87

2.6.1         Síntese de situação. 87

2.6.2         Análise SWOT. 88

2.7        O Balanced Scorecard e a criação de Empresas. 88

2.7.1          Perspetiva Financeira. 94

2.7.2         Perspetiva de clientes. 99

2.7.3         Perspetiva de fornecedores. 102

2.7.4         Perspetiva dos processos internos. 103

2.7.5         Perspetiva de aprendizagem e crescimento. 106

3       Plano de marketing. 107

3.1         Caracterização do produto. 107

3.2        Caracterização do mercado e dos clientes. 107

3.3        Caracterização do preço. 111

3.4        Distribuição. 112

3.5        Promoção e comunicação. 113

3.6        Marketing Digital114

4       Análise contabilístico-financeira. 117

4.1        Conceitos fundamentais de análise financeira. 117

4.1.1     Análise financeira. 117

4.1.2         Triângulo fundamental da análise financeira. 119

4.1.3         Análise dos ciclos. 120

4.1.4         Do balanço patrimonial ao novo modelo de balanço 121

4.1.5         Do fundo de maneio às necessidades de fundo de maneio. 125

4.2        Conceitos de custo médio ponderado do capital128

4.2.1         Custo médio ponderado do capital128

4.2.2         O prémio de risco. 130

4.3        Ponto Crítico das Vendas. 131

4.3.1         Ponto crítico de vendas em quantidade. 131

4.3.2         Ponto crítico de vendas em valor. 132

5       Análise técnica do projeto de investimentos. 134

5.1         Pressupostos do projeto. 135

5.2        Plano de exploração previsional138

5.2.1          Vendas de produtos acabados. 139

5.2.2         Vendas de mercadorias. 140

5.2.3         Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas. 141

5.2.4         Custo das mercadorias vendidas. 143

5.2.5         Prestação de serviços. 145

5.2.6         Fornecimentos de serviços externos e provisões. 146

5.2.7         Custos com Pessoal147

5.3        Plano de investimentos. 149

5.3.1          Descrição do investimento. 149

5.3.2         Investimento em imobilizado. 149

5.3.3         Investimento em necessidades de fundo de maneio. 153

5.3.4         Investimento total153

5.3.5         Investimento a amortizar e cálculo de amortizações. 153

5.4        Demonstração da conta Estado e outros entes públicos. 155

5.5        Plano financeiro e de financiamento. 156

5.5.1          Plano financeiro. 156

5.5.2         Plano de financiamento. 158

5.6        Análise da viabilidade económica e financeira. 161

5.6.1         Métodos de análise. 162

5.7        Demonstrações de resultados previsionais. 163

5.8        Balanços previsionais. 163

6       Análise de viabilidade. 164

6.1        Viabilidade estratégica. 164

6.2        Viabilidade económica e financeira. 165

6.2.1         Métodos de análise de viabilidade. 166

6.2.2         Vantagens e inconvenientes dos métodos. 171

6.3        Análise de sensibilidade. 172

7       Ferramenta - Criar Modelos de Negócio. 175

8       Testemunhos Portugueses. 182

Last2ticket182

Creative Thinkers. 186

Covii189

Vetbizz. 202

9       Empresas Criadas no âmbito do Programa Tec Empreende. 207

Sensorial Fit207

Bewarket209

Top Research. 211

KOGNIT, engaging kids in science. 214

JoinIT. 216

Grabmark. 218

10          Bibliografia. 220

11      Contactos úteis. 222

 

 

 

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Estudo - Vestuário em Portugal

Empreender e inovar

 

Introdução e enquadramento

Cunhado em cerca de 1800 pelo economista francês J. B. Say, o termo empreendedor conta com mais de 200 anos de existência e tem evoluído ao longo do tempo. Inicialmente  utilizado para caracterizar alguém que desloca recursos económicos  de áreas de menor produtividade, para áreas com  maior produtividade  e maiores ganhos,  o termo empreendedor  foi inicialmente  utilizado nos Estados Unidos da América  (EUA) como sinónimo de alguém que inicia a sua própria, nova e pequena empresa.

O empreendedorismo é reconhecido como sendo importante  para o crescimento económico, produtividade, inovação e emprego, existindo diversos países que fizeram do empreendedorismo uma prioridade política expressa. À medida que a globalização  altera a paisagem económica internacional e a constante evolução tecnológica assume uma presença incontornável, em conjunto  com a incerteza  na economia  mundial, o empreendedorismo é considerado capaz de oferecer  soluções  para fazer face aos novos desafios económicos, sociais e ambientais.

O empreendedorismo tem conquistado atenção adicional  ao longo da atual crise económica, na medida em que é amplamente perspetiva- do como um aspeto fundamental da dinâmica económica. Em termos históricos, as crises económicas são momentos de renovação industrial ou destruição criativa, em que as empresas menos eficientes entram em colapso, enquanto as mais eficientes  emergem e expandem.  Novos modelos de negócio e novas tecnologias, particularmente as que levam a reduções de custos, emergem frequentemente  das desacelerações económicas.

Por conseguinte, os membros governamentais olham para o empreendedorismo,  em combi- nação com a inovação,  como um meio para regressar  a um período de crescimento  económico sustentável.  O processo dinâmico  de criação de novas empresas, introduz e dispersa produtos, processos e estruturas organizacionais inovadoras pela economia. Com base nesta relevância, torna-se fundamental compreender alguns dos aspetos que caracterizam o empreendedorismo, antes de aprofundar oportunidades e casos de estudo.

Drucker (2007) classifica  a  inovação como a ferramenta   específica do  empreendedor,  o meio pelo qual este explora a mudança como oportunidade  para um negócio ou serviço diferente. Sendo capaz de ser apresentada como disciplina,  capaz de ser aprendida  e capaz de ser aplicada, os empreendedores precisam de procurar  pelas fontes de inovação,  as mudanças e os sintomas que indicam oportunidades para a inovação bem sucedida. E precisam de conhecer e aplicar  os princípios  da inovação bem sucedida.

Contrariando  a  ideia prevalecente  de  que a inovação é  uma prerrogativa   das pequenas start-ups,  Peter Drucker  (2007)  refere  o papel das  empresas estabelecidas   como  principal fonte de inovação.  Na base desta perspetiva encontra-se o pressuposto das empresas estabelecidas no mercado possuírem acesso privilegiado a recursos financeiros e a conhecimento, necessários  para a exploração comercial da inovação.  O papel do empreendedorismo  nas empresas existentes e organizadas é salientado, e caracteriza a empresa como instituição empreendedora.

No âmbito da terminologia norte-americana, é habitual distinguir entre o intrapreneur, que cria novos negócios no seio de uma organização já existente, e o entrepreneur, que desenvolve novos negócios. No entanto, nem todas as novas pequenas empresas  são empreendedoras  ou representam o empreendedorismo.

De salientar ainda  que,  para Drucker  (2007), o empreendedorismo  e a inovação  não são características   inatas.  São comportamentos  que quase qualquer pessoa com  disponibilidade pode aplicar, ou seja, podem  ser aprendidos. A principal diferença entre os gestores empreendedores e os administrativos,  é que os primeiros devem focalizar os recursos na procura de novas oportunidades.

O empreendedorismo  pode pois ocorrer  através da criação de uma nova entidade empresarial ou no seio de uma empresa estabelecida. Ambas as formas participam e contribuem para o processo de inovação e promovem a renovação estratégica  e a batalha  pela conquista de vantagem competitiva. A inovação serve a função de acompanhar e, se possível,  antecipar a evolução  das necessidades  dos clientes,  para que a empresa os possa  servir com propostas de valor sempre renovadas.

A importância da inovação tem vindo a acentuar-se na generalidade dos sectores de ati- vidade (Franco,  2006), devido às tendências de: (i) redução do ciclo de vida dos produtos; (ii) excesso de capacidade   instalada; (iii) individualização da oferta; (iv) aumento  da intensidade competitiva; (v) acréscimo  de sofisticação dos clientes;  (vi) aceleração  da evolução tecnológica;  (vii) globalização  das economias; (viii) escassez de  recursos;   (ix) expectativas dos  mercados financeiros;   e  (x)  desregulamentação.

Drucker (2007) caracteriza o  empreendedorismo,  quer seja de um indivíduo  ou de uma instituição, como uma característica comportamental e não um traço de personalidade e os seus fundamentos encontram-se nos conceitos e na teoria, e não na intuição. Segundo Drucker, o empreendedorismo assenta sobre uma teoria da economia e da sociedade,  uma teoria  que vê a mudança  como normal e efetivamente saudável.

Esta teoria  vê a principal  tarefa  na sociedade e especialmente na economia, como o fazer algo diferente em vez de fazer melhor o que já está a ser feito. Segundo  Drucker, os empreen- dedores vêem a mudança como normal e salutar.  Normalmente  o empreendedor não traz a mudança,  mas procura  sempre a mudança, responde  à mudança e explora-a  como uma oportunidade.

 

Breve Índice

 Introdução e enquadramento

Casos de estudo

Moda

Retalho

Comércio eletrónico

Vestuário técnico

Ambiente

Considerações finais

Referências

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